24.6.10

Líder mundial fala sobre objetivos da Assembleia Mundial Adventista

Atlanta, EUA … [ASN] O presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia no mundo, pastor Jan Paulsen, disse nesta quarta-feira, dia 23, em entrevista concedida em Atlanta, antes da abertura oficial da 59ª Assembleia Mundial dos adventistas, que os objetivos da sessão são bem claros. Um deles é a revisão do Manual da Igreja. “Como uma comunidade global, há muitas diferentes entre as culturas”, disse o presidente dos adventistas do sétimo dia no mundo.

Paulsen disse, ainda, que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma comunidade que cresce rapidamente e com força e que se torna cada vez mais conhecida entre autoridades políticas mundiais. “No ano passado, nós éramos uma pequena comunidade. Há uma grande diferença entre uma comunidade de um milhão de pessoas e uma comunidade de 25 milhões”, comentou. Os adventistas somam 16,3 milhões de membros batizados em mais de 200 países.

Ênfase spiritual – A tarde desta quarta-feira foi de uma programação preparatória de ênfase espiritual com música cristã com participação dos pastores Mark Finley (um dos vice-presidentes mundiais), Angel Rodriguez, diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica e Carlton Byrd, pastor da Atlanta Berean Adventist Church.

“Nós precisamos estar profundamente imersos nas escrituras a fim de falarmos com autoridade”, disse Rodriguez, que destacou a importância do Espírito Santo. Byrd, um dos sete oradores que falarão durante a semana, pediu urgência em todos estarem de acordo com o cumprimento da missão da igreja.

Autoridades da área de turismo da Georgia saudaram o evento adventista, que deverá injetar até 80 milhões de dólares na economia local. [Equipe ASN, Felipe Lemos com informações de Edwin Manuel Garcia, da ANN]

Fonte: [ http://gc.portaladventista.org/2010/06/23/lider-mundial-fala-sobre-objetivos-da-assembleia-mundial-adventista/#more-217 ]

22.6.10

Missão Calebe motiva 800 jovens para as férias missionárias no Pará

Belém, PA ... [ASN] “Férias para Cristo”. Foi assim que os jovens missionários classificaram suas próximas férias de julho. Um movimento realizado em todo o país, o projeto Missão Calebe foi criado para jovens e adultos que decidiram doar suas férias para trabalhar em prol da pregação do evangelho. No último domingo, 20 de junho, Belém já pôde perceber quão grande é o interesse de jovens compromissados com a missão. Foram 160 “calebes” inscritos de 16 a 40 anos de idade, que participaram do último treinamento realizado na igreja Adventista do Marco, antes da saída definitiva às cidades por onde distribuirão a mensagem de esperança.

Na maior parte do território da Associação Baixo Amazonas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, será possível encontrar jovens realizando evangelismos, visitando, fazendo projetos comunitários e outras coisas mais para beneficio da comunidade por onde estiverem. Em todo o território da Associação, foram contados 800 “Calebes”
“Missão Calebe para mim é vida”, foram as palavras convictas da jovem Jesuilde Maia. Para ela, fazer parte pela primeira vez do Missão Calebe é uma satisfação que há muito tempo desejava sentir. O primeiro contato com o projeto foi através de um DVD dos “calebes” da Faculdade Adventista da Bahia e isso foi o suficiente para lhe motivar a também se tornar um evangelista.
A primeira missão deste jovens fica há 22 quilômetros de Abaetetuba, interior do Pará. “Para mim, não importa o local, a distância ou as dificuldades que teremos, mas o mais importante é saber que pessoas terão contato direto com a esperança que é Cristo, nosso Senhor através de uma visita que faremos ou simplesmente uma distribuição de um folheto”, afirma Jesuilde, convicta.
A saída para o Missão Calebe da Associação Baixo Amazonas está marcada para o dia 5 de julho, quando os 800 jovens voluntários serão distribuídos em grupos de 20 e sairão para atividades. [Equipe ASN, Marcos Daniel e Jackson França]

Fonte: [ http://www.portaladventista.org/portal/asn---portugu/3168-missao-calebe-motiva-800-jovens-para-as-ferias-missionarias-no-para ]

8.5.10

Dia dos Pais


“Minha mãe não entendeu nada quando viu que tinha um furo enorme e perfeito no armário. Era a brincadeira da semana: eu ficava entre as blusas de lã, escondida do pirata, e meu pai ficava do outro lado do armário, entre as calças, também escondido do pirata. O furo era pra permitir comunicação: como escaparíamos daquela imensa caixa que naufragava em alto-mar?
Depois meu pai era o Carlinhos, aluno respondão que nunca fazia a lição de casa e eu a professora que sempre dava mais uma chance. Se ele errasse alguma palavra, o castigo era me levar de carro, porque eu gostava de ouvir as músicas em movimento, e me comprar o maior número possível de pulseiras mágicas com purpurina dentro.
Eu adorava colar estrelas no teto do quarto. Aquelas que brilhavam à noite. E então montávamos um verdadeiro acampamento com lençóis, vassouras, lanternas e eu tinha certeza que se colocasse meu pé pra fora sentiria aquela graminha com sereno. Antes de dormir, meu pai não lia livrinhos prontos, mas me fazia inventar histórias.
Tem pai que ensina o filho a não ter medo das coisas e talvez essa seja uma pequena mágoa que guardo da minha família. Eu fui criada pra ter medo de tudo: de coxinha de padaria à viagens solitárias pela Europa. Não me deixavam brincar muito na rua, nadar sozinha no mar, comer besteiras na cantina da escola. O resultado disso é que até hoje passo um pouco de vergonha quando viajo com amigos e faço análise há anos pra aprender a ficar menos tensa com a vida lá fora.
Em compensação, tenho uma coragem absurda e uma curiosidade profunda a respeito da minha vida de dentro. E me pergunto: quantos pais ensinam isso a seus filhos? Tive sorte. Hoje, com trinta anos de idade, eu sou escritora, profissão que não troco por nenhuma e que me dá um tesão enorme em viver. E devo isso ao meu pai. Ele não me ensinou a comer pastel de feira e nem a dar um mortal na piscina. Talvez porque ele próprio tivesse medo dessas coisas, talvez porque quando um filho é único, você redobra os cuidados.
Mas ele me ensinou a inventar um mundo rico, enorme e possível dentro da minha cabeça. Me ensinou a viver com coragem dentro de mim, a ser amiga e ouvinte dos neurônios, fígado, coração e entranhas. Tenho certeza que comecei da maneira mais difícil. É mais corajoso quem não tem medo de voar pelo mundo ou quem aguenta ficar dentro de si?
Me sinto boba perto dos meus amigos que contam cicatrizes de esportes, meu pai sempre me disse pra tomar cuidado na aula de educação física. Mas me sinto um gênio quando vejo tanta gente que perde um dia inteiro pra escrever um simples e-mail sentimental ou não sabe o que dizer numa conversa mais íntima. E essas pessoas que fazem curso de escritor? Pra que serve um curso de escritor!? Quem é que vai te ensinar a ter essa delicadeza de sentir? Quem é que vai te dar ferramentas pra olhar pras coisas o tempo todo como se elas fossem encantadas e não simplesmente coisas? Durante muito tempo eu respondi “escritor se nasce, não se torna”.
Mas descobri que foi o príncipe azul, que na verdade era meu pai, que me ensinou a não ter medo de atravessar o rio enorme, profundo, gelado e escuro, da história que inventamos. Dentro da barraca que não é barraca, é lençol preso no teto com fita crepe. Ele me deu a capacidade de sonhar, o resto do mundo agora é comigo.” T.Bernardi

Obrigada por tudo!
Amo você!
Feliz Dia dos Pais!